O processo registral está migrando do físico para o digital, essa migração não é novidade e vem acontecendo gradativamente desde 2015, porém, para os despachantes imobiliários essa realidade começa a bater à porta de uma forma mais rápida do que para os registradores. A pandemia trouxe mudanças bruscas, rápidas e, que vieram para ficar, dentre essas mudanças estão os atendimentos eletrônicos e os canais de atendimento virtual nos órgãos que até então eram presenciais.
Os profissionais mais antigos que possuem pouca familiaridade com o avanço digital, estão enfrentando dificuldades para se adequar a essa nova realidade. Muitos optaram por contratar auxiliares para desempenhar a tarefa de atender e prestar serviço nesse novo formato.
Um fato inquestionável é que, mesmo depois da pandemia, não haverá retrocesso, o processo será cada vez mais digital, em plataformas totalmente virtuais e sem contato direto entre o profissional e o servidor público. Até mesmo questões simples estão sendo tratadas via e-mail, WhatsApp, ou por plataforma do órgão. O atendimento telefônico já está ficando distante. São poucas as vezes que está disponível um número de telefone para contato.
Novos modelos geram novos desafios. Como adequar as normas antigas ainda vigentes a essa nova realidade? Cada profissional está formulando em seu escritório uma estratégia diferente para se adaptar sem se perder pelo caminho. Unir a tradição à inovação não é uma tarefa só do extrajudicial e dos demais órgãos públicos, é uma tarefa nossa também.
Trazer os antigos serviços para a nova realidade não é uma tarefa fácil. O segredo, talvez, seja não se desesperar, promover as mudanças necessárias aos poucos. Deixar fluir o processo de transição, não querer mudar de uma vez.
Eu, particularmente, estou adotando essa estratégia, mudando conforme o fluxo de serviço e atendendo na melhor forma que posso naquele momento.
Wilyan Rafael da Costa
Despachante Imobiliário
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