O estudo de administração que surgiu em modelos industriais, enfrenta hoje um de seus maiores desafios que não é adaptar-se a realidade do homem do campo, mas sim, ter profissionais aptos a administrar empresas rurais. Observamos em um ritmo cada vez maior instituições de ensino que preparam seus alunos para diversas realidades urbanas e quase nenhuma realidade rural. Há por estas instituições uma grande preocupação em ensinar o que esta acontecendo de novo no mundo das grandes empresas e multinacionais, sem se esquecer que uma parcela considerável de seus alunos talvez nem possam conhecer uma dessas empresas e, o resultado é simples: Administradores aptos aos conhecimentos grandes e incapazes de administrar pequenos negócios, porque no pequeno negócio esse administrador será tudo, será o marketing, será as finanças, será, a gestão de pessoas e, muitas vezes terá que ser até o que não aprendeu a ser. Terá que tomar decisões sozinho sem estar em uma mesa de reuniões, terá que decidir sem ter uma pesquisa concreta para tal.
O administrador que se dedica ao agronegócio é um pouquinho mais complicado, ele tem que planejar duas vezes mais que um administrador de áreas urbanas, ele tem que levar em conta as intempéries do tempo, o posicionamento do mercado, o tempo de plantio e colheita, se adaptar a pensar de médio para longo prazo e a calcular com precisão suas movimentações financeiras para não ficar no vermelho em meio a uma safra, deve estar atento ao tempo de escoamento e absorção do seu produto pelo mercado, pois, produtos agrícolas precisam ser consumidos rapidamente se não perde qualidade, mercado e corre o risco de perder venda e o produto estragar antes de ser consumido. O administrador de empresas rurais precisa ser apto a reagir a todos estes estímulos mais os estímulos ocorrentes aos administradores de empresas urbanas entre eles o marketing que é pouco explorado por empresas rurais que, a meu ver, é uma ferramenta de real importância seja em qualquer empresa.
COSTA, W.R., Administração e agronegócio, Independente – 2011.
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