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segunda-feira, 20 de julho de 2015

crise na cafeicultura

Nós estamos em crise sim. Embora estejamos em plena a safra e com colheita recorde, os custos de produção subiram assustadoramente de 2014 para este ano o que torna a margem de lucro muito mais enxuta do que o ano passado. O resultado é demissões e substituição de mão de obra por máquinas. A crescente necessidade de mecanização reflete na crescente migração da roça apara a cidade vista nos últimos anos. Sem perspectiva de vida no campo sendo esmagados pelo governo que quer tratar do pobre às custas do homem do campo, o produtor rural só enxerga uma saída, vender e mudar para a cidade. A crise do último ano está fazendo com que as lavouras de café recebam menos tratos culturais do que o devido, e futuramente terá menor produtividade na próxima safra. A super colheita deste ano se deve aos preços compensadores que tivemos na safra passada refletida pelo medo da seca, quando choveu a maioria dos produtores investiram em suas lavouras e lamentavelmente estão recebendo o que sempre recebem, ou seja, nada.
Um dado importante sobre a agricultura que talvez o governo ainda não percebeu, é que o produtor precisa de preço para sobreviver no campo. Muita coisa poderia ser feita e muitos produtores se acomodam, eu sei, mas quando não há luz no horizonte não há motivação para investir.
A crise está acontecendo sim, não tão catastroficamente do tamanho do noticiado nos jornais, mais ela é um fato, não pode ser negada. Quem compra insumos e matéria prima para produzir sabe o tamanho do rombo no bolso que estamos sofrendo. Não existe safra recode que supra essa defasagem de lucro. Pelo menos na cafeicultura, berço do qual eu conheço, nasci e cresci.
Nós da cafeicultura mineira estamos estagnados em uma crise de quase 10 anos, não vamos fechar os olhos e fingir que está tudo bem, que a colheita vai suprir, porque não vai.