Nota aos leitores

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Inconfidentes esta semana

A chuva de pedra que caiu sobre Inconfidentes no final da semana, superficialmente parece não ter danificado  os cafezais, pelo meno, entre os que visitei. Foram mais ou menos 20 minutos de pedra, por sorte grande parte desse tempo de pedras foram de pouco poder de destruição, se as pedras fossem maiores, estragariam bem.
Gostaria de saber se em mais algum lugar houve estragos provocados pela chuva da semana passada, se você leitor souber de alguma coisa, por favor conte-nos, basta clicar em comentários e escrever.

Obrigado!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ser mais do que pode


Caros amigos, hoje tive uma conversa com um empresário que se diz arrependido de ter crescido, e parece meio irônico, pois, a maioria dos colegas administradores tem uma visão que prega o crescimento, mas isso me pois a pensar, qual é nossa responsabilidade no crescimento? Precisamos realmente crescer? E finalmente a pergunta mais capciosa, crescer não nos levará ao fracasso?
O crescimento nem sempre é sinal de sucesso, conheço grandes sitiantes que chegaram a fazendeiros e fracassaram, mais o que deu errado? Quando se cresce era para se sustentar e crescer ainda mais não? Errado! Nem todo crescimento é sinal de estabilidade, as pessoas confundem as coisas, e acabam errando ao pensar que crescimento é sinônimo de estabilidade.
Estudando mais profundamente o caso do sitiante que virou fazendeiro e não deu certo, consegui encontrar o erro. O primeiro erro cometido foi pensar que ele iria administrar a fazenda da mesma forma que administrava o sítio; O segundo, foi o excesso de autoconfiança, ele achou que não haveria mais limite para ele e o terceiro e fundamental erro, foi crescer sem planejamento, sem especificar as bases do crescimento. Foi como alguém fazer um telhado com madeira podre, uma hora cai sobre a cabeça. Encantado com a possibilidade de ter uma fazenda, investiu todo o dinheiro ganho no sítio, sem saber que para tocar aquela fazenda ele precisaria contratar camaradas, ele precisaria de capital de giro e precisaria de conhecimento específico, conhecimento esse que ele não tinha, afinal, ele era apenas um sitiante. O resultado foi que em menos de 5 anos ele vendeu a fazenda, pagou as dívidas e o dinheiro que restou não deu para ele comprar outro sítio. Se ele tivesse ficado no sítio, tivesse fortalecido as bases da propriedade, tivesse feito investimentos para facilitar os trabalhos e diminuir os custos, aumentando a produtividade e a lucratividade, ele hoje estaria feliz.
Quando cito fatos como esse, você pode me dizer que ele não foi assessorado por um profissional, mas na maioria dos casos, nós queremos crescer a qualquer custo, o mercado praticamente impõe o crescimento para nós. Será que ao invés de crescer, não deveríamos nos especializar no que fazemos no tamanho que somos. Veja bem, não quero pregar que deveremos estagnar e esperar a concorrência, quero dizer somente que deveremos ser bons naquilo que fazemos hoje primeiro, amanhã é o amanhã. Eu conheço pessoas que não querem crescer, que estão bem onde estão, conheço secretárias que amam ser secretárias, conheço vendedores que gostam de ser vendedores, que não se vêem em cargos maiores e que realmente não querem cargos maiores e, não estão errados, eles simplesmente sabem o que querem, sabem no que são bons e sabem que aquela é a carreira que queriam. Devemos ter em mente que nem todo índio nasceu para ser cacique. Em uma sociedade todos são importantes. Eu vejo pessoas que só faltam beijar o chão onde pisa um prefeito da cidade ou presidente da empresa, mas que despreza um varredor de rua, um garçom, uma empregada doméstica ou um subalterno na empresa. Conheço pessoas que veneram o presidente da empresa e humilha e despreza o porteiro. Todas as profissões são importantes, o presidente da empresa tem a mesma importância do porteiro, do faxineiro, do trabalhador braçal. O prefeito tem a mesma importância de um varredor de rua, ambos estão lá para servir o povo, para nos servir, o salário de um vem do mesmo lugar que o salário do outro, dos impostos que pagamos todos os dias.
Quero com esse texto dizer que devemos ser grandes, na profissão que temos. Se você é varredor de rua, que seja então o melhor varredor de rua, aquele que se não passar as pessoas sentirão falta, se for empregado, que seja o melhor, que seja aquele que faz a diferença. Lembre-se: Nenhum soldado que tem medo da luta ganha medalha. Da mesma forma se você não se destacar se você não for o melhor, se você não for aquele que luta, que corre atrás, que se preocupa, você será sempre mais um, mais um que espera dar o horário para ir embora e que fica desesperado quando chefe chega com um serviço faltando 5 minutos para ir embora. Mais um que vive em uma rotina eterna e que vive reclamando que a vida não melhora, e não vai melhorar nunca, se você não fizer nada. Então, se você decidiu ser alguém na vida, que seja o melhor, mesmo que você não seja um presidente de empresa, um prefeito ou um grande fazendeiro um dia, mesmo que você decida ter aquele sitio pequeno que você tem, que você seja o melhor sitiante, o melhor varredor de rua, o melhor porteiro.
Deus não escolhe as pessoas pela grandeza de suas obras, mas pela grandeza de seus atos.


Wilyan Rafael da Costa
13 de Agosto de 2012